CCJ do Senado aprovou, debaixo de muita pressão do governo golpista, a reforma trabalhista. Temos que aumentar a pressão para que a reforma seja barrada no plenário do Senado

 

Após mais de 24 horas de sessão, a base governista aprovou, tarde da noite dessa quarta (28), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, por 16 votos a 9, a proposta de reforma trabalhista (Projeto de Lei da Câmara 38/2017). Com isso, a proposta poderá ser votada em plenário já a partir da semana que vem.

Apesar do placar bastante favorável, o governo em momento algum teve a certeza da vitória. Tanto que no começo da noite foi divulgado uma carta do presidente golpista Temer, afirmando aos senadores que ele “poderia” vetar alguns pontos polêmicos da proposta em que até os senadores da base governista estão indecisos de aprovar.

Junto a essa carta, é sabido e foi denunciado na CCJ pela oposição que os senadores da base, após o veto do projeto na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), semana passada, vêm sofrendo enorme pressão para aprovar a proposta – o governo também “abriu a mala”, oferecendo cargos e a aprovação de emendas nas bases territoriais dos parlamentares.

Todo essa pressão se deve ao fato de que, se a proposta for aprovada pelos senadores, mas com mudanças, o projeto retorna à Câmara, onde dificilmente seria discutido e aprovado ainda esse ano, devido à crise política. Ou seja, é fundamental para o golpista a aprovação, sem mudanças, no Senado e mostrar alguma força para se agarrar ao poder.

Nessa sexta, dia 30, as centrais sindicais convocam a greve geral nacional contra as reformas e a Feteerj e os Sindicatos filiados irão participar. Contate o Sindicato de Professores de sua região para saber sobre as manifestações. No Rio, haverá manifestação no final do dia.

A seguir, a Feteerj divulga os nomes dos senadores que votaram a favor da proposta de reforma trabalhista e traíram os trabalhadores e o povo brasileiro – orientamos os professores e professoras a enviar mensagens para esses senadores, exigindo que, no plenário, não aprovem em definitivo essa reforma absurda. Pedimos a atenção, em particular, aos dois primeiros senadores da lista a seguir (negritados), que haviam se comprometido a não aprovar o projeto, mas mudaram o voto ontem:

Jader Barbalho (PMDB/PA)
Roberto Rocha (PSB/MA)
Romero Jucá (PMDB/RR)
Simone Tebet  (PMDB/RS)
Valdir Raupp (PMDB/RO)
Marta Suplicy  (PMDB/SP)
Paulo Bauer (PSDB/SC)
Antônio Anastasia (PSDB/MG)
Ricardo Ferraço (PSDB/ES)
José Serra (PSDB/SP)
Maria do Carmo (DEM/SE)
Benedito de Lira (PP/AL)
Wilder Morais  (PP/GO)
Roberto Rocha (PSB/MA)
Armando Monteiro (PTB/PE)
Eduardo Lopes (PRB/RJ)
Cidinho Santos (PR/MT)

O senador Lasier Martins (PSD/RS) se absteve e também merece a atenção especial dos professores, pois temos que garantir que ele vote contra a proposta.

Assim, pedimos à categoria dos professores que busque no facebook e demais redes sociais (sites, email etc) as contas dos senadores acima – temos que encher de comentários e mensagens  as contas desses senadores contra a proposta trabalhista!

 

Reformas de Temer vão atingir duramente os professores e professoras das escolas privadas