20 de agosto: Feteerj fecha acordo com o SESC e professores farão assembleias sobre proposta do SESI

A diretoria colegiada da Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino do Estado Rio de Janeiro (Feteerj) decidiu aceitar a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) entre o SESC e os sindicatos filiados – o ACT é relativo a 2016 e atinge os professores que trabalham nas escolas daquela empresa em todo o estado. O acordo será finalizado entre o SESC e a Feteerj até a quinta-feira, dia 25 de agosto.

Foram pactuados entre a Federação e o SESC os seguintes termos, entre outros:

1) Data base em 1º de maio;

2) Cláusula econômica com valores acima da média do mercado;

3) Diversos benefícios como plano de saúde, bolsa integral para filhos dos professores nas escolas SESC, auxílio alimentação, transporte entre outros.

Em relação ao ACT 2016 com o SESI, o diretor da Secretaria de Administração da Feteerj e integrante da Comissão de Negociação, Robson Terra, enviou às direções dos sindicatos filiados a sugestão para que as entidades realizem assembleias deliberativas com os professores das escolas da empresa, preferencialmente antes do dia 15/09. Nas assembleias, os professores deverão se posicionar quanto à seguinte proposta do SESI feita à Comissão de Negociação:

“A correção salarial fica mantida no patamar de 5% em março/16, + 2% em julho/16 e + 2% em novembro/16, de forma acumulada. Lembramos que em benefício dos professores o SESI concedeu antecipação de 5% a partir de junho/16 e de 2% a partir de julho/16, restando o pagamento das diferenças do reajuste de 5% dos meses de março, abril e maio/16 que será efetuada tão logo assinarmos o ACT.

“A concessão dos benefícios, retroativos à data-base, considerando a carga horária plena, mas, respeitada a proporcionalidade da carga horária do professor, conforme cláusula do ACT, importam em: Vale Alimentação/Refeição, no valor diário de R$ 31,71; Aux. Creche e Aux. Dep. PCD, no valor mensal de R$ 599,50”.

17 de junho: Leia a resposta da Feteerj ao Sesi
A Feteerj recusou esta semana a contraproposta do Sesi de reajuste salarial para os professores das escolas administradas por aquela empresa. A federação ouviu os sindicatos filiados e estes mantiveram a proposta de reposição integral das perdas no período, de 11,08%. O Sesi contrapropôs 9,24% de reajuste e parcelado. A questão salarial é um dos itens para a renovação do acordo coletivo de trabalho que está sendo discutido este ano para os professores do Sesi.

Leia nesta matéria a carta da Feteerj.

SESI/FIRJAN corta 20% dos empregos e ainda propõe zero de reajuste a professores
Rio de Janeiro, abril de 2016
Os professores que trabalham nos diversos cursos das escolas do Sistema SESI/FIRJAN, conhecidos como “colaboradores”, quando analisam a situação atual de seus empregos lembram sempre da campanha dos empresários: “Quem vai pagar o pato”. Isso porque aqui no Rio os empregos das escolas do chamado “Sistema S” correm sérios riscos: desde o ano passado, o SESI já demitiu 1.639 trabalhadores, alegando a diminuição da arrecadação – este número equivale a 20% do quadro de funcionários em todo o estado. Ou seja, os professores já sabem quem está, de fato, pagando o pato.
Para piorar ainda mais a situação, na negociação salarial entre a Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino no estado do Rio de Janeiro (FETEERJ), representante dos professores, e o SESI/FIRJAN, iniciada em fevereiro, a empresa ofereceu zero por cento de reajuste salarial.
A empresa ofereceu apenas um abono de 20% do salário mais um valor fixo de R$ 1.000,00 a ser concedido a todos os professores, em parcela única. Assim, nesta proposta, o professor que ganha, por exemplo, R$ 4 mil por mês, receberia em 2016 um bônus único de R$ 1.800.
O SESI é financiado principalmente por uma contribuição compulsória, que é descontada das empresas nas guias de recolhimento do INSS de todos os empregados.
Na contra proposta da FETEERJ foi lembrado que parte da arrecadação do compulsório deve ser aplicada na Educação. Além disso, houve reajuste de 7% nas mensalidades escolares das escolas SESI. O sindicalista também lembrou que o INPC acumulado foi de 11,08%.
A FETEERJ exige, no mínimo, a reposição integral dessas perdas, mais a manutenção das cláusulas do acordo coletivo de 2015.
Uma nova negociação está agendada para o final de abril.